Dieguito Reis, baterista da banda Vivendo do Ócio, acaba de lançar Patcharas”, seu primeio EP solo.  Produzido pelos irmãos João e Peu Del Rey, o trabalho apresenta 6 faixas e traz o  peso do rap, além  de conversar diretamente com os elementos da música brasileira e indie. “Todo o processo de criação foi bem livre. Algumas composições já existiam e outras partiram do zero. No final, todas foram estudadas somando referências e influências mil. Nesse período, inclusive, estava ouvindo muito Contenção 33, Nova Era, Nois por Nois, Da Ganja e por aí vai. Em paralelo, tinha Shintaro Sakamoto, Majid Jordan, Arctic Monkeys, Curumin, Dominguinhos, Jorge Ben, Brupamu e uma série de sons diferentes que acabaram dialogando entre si. Não precisei me limitar a nada. Esse é o grande lance”, explica o artista.

Abrindo os caminhos com um trap cheio de suingue baiano, “Favela Sincera” tem participação do vocalista Jajá Cardoso, também integrante da Vivendo do Ócio. “Essa faixa fala das dificuldades que enfrentamos nas quebradas e como isso, de certa forma, nos deixa ainda mais fortes para qualquer luta fora dela”. Já a faixa “Aqui não é Montevidéu” é uma parceria com Galf AC e Pablo Domingues. A música, que já tem videoclipe em vista, reflete sobre a importância de valorizarmos quem somos e de onde viemos.

Na sequência, “Homeshake Flow” traz Beatriz Oxe nos vocais e nas rimas. Com o sergipano Lau e João Del Rey, “Remando Contra Maré” é  um boom bap que apresenta com elementos de xote. Entre as batidas do rap, indie e r&b, “Verão na Cidade sem Mar” foi escrita ao lado de Lau e Daniel Barreto, e conta com a participação de Peu Del Rey.

“Parando pra Pensar” encerra com um instrumental do próprio Dieguito. “Tenho pirado em produzir beats e, se não me engano, esse foi o primeiro que fiz. Gosto de ouvir a Radio Lofi do YouTube e acabei me inspirando muito no que toca lá. Gravei guitarra, baixo e uns tecladinhos, dando uma onda mais orgânica”. Executado de maneira independente, o disco já está disponível em todas as plataformas digitais. A capa, construída com “lixo” e “cacarecos”, tem assinatura de Igor Andrade, designer e diretor de arte. Deixando as baquetas de lado para cantar e compor, Dieguito Reis transmite, em “Patcharas”, sentimentos e vivências pessoais para contar a história de muitos.

Confira o álbum completo:

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